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Por Jéssica Petrucci, Marília Camelo, Marjorie Castro, Regina Bastos e Vicky Nóbrega

Ser reconhecido como sujeito de direitos é uma recente conquista do ser humano. A medida que adquirimos o direito ao voto, à educação, à liberdade e igualdade, por exemplo, dizemos que somos cidadãos. Associada diretamente à história das lutas pelos direitos humanos, hoje cidadania ganha um sentido amplo e é empregada muitas vezes referindo-se aos direitos dos consumidores, à luta por justiça e democracia, asseguradoras de condições dignas de sobrevivência.
Mas o conceito de cidadania é uma via de mão dupla: se somos detentores de direitos, logo temos obrigações e deveres a cumprir. Cada indivíduo é parte do todo que constitui um Estado, uma nação, e por isso deve dá sua parcela de contribuição para o bom funcionamento da coletividade em que está inserido. A mobilização da sociedade civil através de Organizações Não Governamentais e projetos sociais voltados para beneficiar as parcelas desassistidas da população pode ser entendida como um exercício da cidadania.
O professor da Universidade de Fortaleza, doutor em Sociologia, Rosendo de Freitas Amorim, explica que inclusive projetos sociais desenvolvidos pelo Estado são exemplos do exercício da cidadania. Isso porque, tanto os projetos sociais advindos da comunidade, do terceiro setor ou do Estado, estão voltados para atuar em setores da sociedade que o governo tem dificuldade para assistir além disso, hoje no Brasil o governo continua sendo o principal agente financiador dos projetos sociais provenientes do terceiro setor. Rosendo Amorim explica ainda que se o conceito de cidadania está intrinsecamente ligado a uma vida comprometida com a sociedade e a realização do bem comum, decorre daí que projetos sociais, voltados para beneficiar parcelas desfavorecidas da população, contribuem para o fortalecimento da cidadania, à medida que ajudam os assistidos a ter uma condição de vida minimamente digna. Essa é a contribuição do individuo para o bem comum da coletividade na qual está inserido.  
Cidadania é um processo que está em permanente construção, é um referencial de conquista da humanidade. Como elucida Rosendo Amorim, a consciência cidadã efetiva surge da compreensão de que cada indivíduo pode e deve assumir a posição de sujeito autônomo, livre e consciente, com base no pressuposto de que é digno e titular de direitos.

Pondo em prática a Cidadania

Em 1992 Alice Domenaqch Tupinambá saiu do Rio de Janeiro e mudou-se para Fortaleza. Com a mudança veio também a aposentadoria e ao chegar na nova cidade Alice tomou uma decisão: “vou lecionar para pessoas de comunidades carentes”. A resolução foi tomada porque a simpática senhora achou que esse era o momento de ajudar pessoas necessitadas e nada melhor do que através da educação, afinal foram 28 anos como professora.
A princípio, Dona Alice, como é carinhosamente chamada por todos, começou um trabalho na favela do Alecrim, o projeto iniciou com as mães, e logo se expandiu para as crianças da comunidade, mas o trabalho no Alecrim não durou muito tempo. Em seguida, ela teve seu primeiro contato com as crianças do Conjunto Alvorada em um puxadinho de uma igreja do bairro, onde Dona Alice ensinava crianças a ler. O grupo foi crescendo e a professora sentiu a necessidade de se desvincular da igreja e encontrar um local maior.

“A Revarte é o único lugar onde as coisas caem do céu”, Alice Domenaqch

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Dona Alice

Dona Alice saiu à procura de um local adequado para reunir as crianças e com uma forcinha do destino, ela encontrou um prédio abandonado. Então, conversando com os morados do bairro descobriu o dono do imóvel, que já havia sido sede de uma ONG, e ganhou a escritura do local para que pudesse realizar mais um sonho: montar uma biblioteca infantil.
Por sorte a carioca determinada conheceu a bibliotecária Lúcia Cardoso, que também compartilhava do sonho de montar uma biblioteca que pudesse contribuir para uma melhor formação de crianças e jovens. As duas se idealizaram todo o projeto e depois de muito penar conseguiram, em 1999, fundar a Biblioteca Monteiro Lobato, mais conhecida como Revarte( Resgate de Valores Pela Arte).
Não parou de chover coisas do céu para essas duas cidadãs. Primeiro foi a reforma do local, em seguida a pintura da Revarte, presente de uma artista plástica conhecida de Dona Alice, depois foram as prateleiras, e junto a tudo isso foram chegando os livros, as cadeiras, as mesas e tudo aquilo que pudesse dar suporte a esse sonho.
A princípio, Dona Alice achou que iria ser necessário cobrar uma taxa de 50 centavos para a matrícula de cada criança e esse dinheiro iria servir para a manutenção dos livros e do próprio local. Contudo, depois de perceber que aqueles 50 centavos era muito para tirar do bolso de uma criança que mal dalice21tinha o que comer, ela resolveu matricular todos os interessados de graça. Afinal, o principal objetivo da Revarte é o incentivo a leitura e com isso criar oportunidades para todos. 
Dona Alice é como uma mãe, ou uma avó, para muitos daqueles jovens e crianças. ”Eu gosto de chamar todos pelo nome e tenho o prazer de sentar para conversar com cada um deles. Eu sei que aquelas pessoas precisam de atenção e tento suprir essa necessidade através de conselhos, de broncas, ou mesmo de abraços”. “O que eu mais gosto é saber que sou necessária, que sou querida e amada. Eu sei que hoje eu não sou uma velha rabugenta por causa da Revarte. Lá eu sou útil. É muito gratificante chegar lá e olhar pra carinha daqueles meninos”, revela dona Alice.   
“Cidadania é conscientização, é amor, é parar de pensar que é dono do mundo e ajudar ao próximo. Afinal, o próximo é você e quando você ajuda ao outro você consegue se ajudar. Nós precisamos cuidar bem do próximo para que eles possam retribuir” declara Dona Alice ao descrever cidadania.
Exemplo de luta e determinação, Dona Alice conseguiu apoiadores para seus projetos. Sempre de bem com a vida e com uma ótima conversa, ela consegue patrocinadores para apoiar as crianças nas dalice33competições e para a manutenção da Revarte. Além, é claro, de encantar a todos que por lá passam.
E, para participar das oficinas, das aulas de judô, de música, de dança, do cineclube e de todas as outras atividades oferecidas, Dona Alice só faz uma exigência: que aquela criança continue a pegar livros na biblioteca. Afinal, segundo a professora aposentada, “uma vida sem leitura é uma vida vazia”.

Voluntários, verdadeiros cidadãos

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Sandra, Naélio e Rubenita (esq. à dir.)

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), voluntário é aquele que dedica parte do seu tempo, a diversas formas de atividades voltadas ao bem estar social.
Naélio da Silva, Sandra Gomes e Francisco Michael fazem parte do grupo de mais de dez pessoas que realizam trabalhos voluntários, doando o seu tempo e conhecimento em benefício das mais de 1500 crianças que fazem parte da Revarte.
Sandra, que há quatro anos é auxiliar de biblioteca na Revarte, declara que dedica o seu tempo somente ao projeto. Ela diz que conheceu a Revarte devido ao interesse dos filhos pela biblioteca, pelas aulas de violão e de flauta e então resolveu participar das atividades que eram oferecidas aos mais velhos. Aos poucos foi incentivada por Dona Alice a voltar a estudar e depois que concluiu o ensino médio, resolveu ficar para ajudar no que fosse preciso. Ela conta que, nesses quatro anos, já recebeu inúmeras propostas de emprego, porém não consegue deixar o trabalho que realiza com as crianças, por achar a atividade que faz muito importante na vida de cada um que participa da Revarte.
Naélio, professor de desenho e, segundo ele, “o faz tudo”, está na Revarte há sete anos e, quando perguntado se já pensou em trabalhar em outro lugar, ele é enfático: “não, não penso em sair nunca daqui, eu gosto muito do trabalho que eu faço aqui”. Para ele a Revarte é um refúgio para as crianças “é um lugar que essas crianças têm para estudar, brincar e para crescer. Graças a Revarte esses meninos não ficam na rua aprendendo coisas ruins e se envolvendo com o que não presta. Cidadania é isso. É ajudar as crianças a saírem das ruas, estimulando a leitura e a cultura”, afirma.
michael-revarteSão quatro os professores voluntários de judô na Revarte, entre eles está o Michael que dedica três dias da semana para dar aulas a mais de 45 alunos. Ele afirma se realizar profissionalmente ao conseguir passar o que sabe sobre o esporte para os seus alunos, além de ter a certeza de que o trabalho que realiza pode fazer muita diferença na vida de cada um. Michael diz que nas suas aulas sempre enfatiza a importância da escola, família e disciplina, pois a vida das crianças só pode ser completa se estiverem presentes essas três questões. “A vida de um campeão é curta, mas a vida de um cidadão é para sempre”, destaca.

Algumas personagens da história de Alice

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Érika, Salomão e Thammarah (esq. à dir.)

Nessa história traçada por Dona Alice, algumas personagens ainda têm muito caminho pela frente. É o caso de Salomão, Érika Hellen e Thamarah, cujas histórias se cruzaram na Revarte. O trio estuda em um colégio próximo a comunidade em que mora e a tem como atividade complementar às cotidianas. 
Desde o início da Revarte, Salomão de Sousa Araújo, de 13 anos, é uma das crianças que mais freqüentam o local, o qual diz ter conhecido através de sua prima. O menino era conhecido como Marve, nome com o qual tentou se registrar sem êxito, então Salomão se tornou o nome oficial. Apesar de não o ser no papel, o garoto manteve o Marve como seu nome próprio e só foi descoberto por um acaso do destino que ele conta, hoje, sorrindo: “Eu não gostava de Salomão, queria que me chamassem de Marve”, mas ao fazer a carteirinha na Federação Cearense de Judô, Dona Alice descobriu que o menino, ao contrário do que se pensava, na verdade chamava-se Salomão. Diante dessas circunstâncias, ela indicou vários livros sobre a origem de seu nome legal e, a partir da leitura, quando Salomão é questionado sobre a origem de seu nome, ele fala convicto: “eu sei quem era Salomão, Salomão era um rei”. Depois de conhecer a história  de seu nome, o menino com título de rei passou a gostar de seu nome verdadeiro e abandonou o apelido pelo qual antes gostava de ser chamado.
criancas-2Salomão afirma que no início da Revarte alugava as revistinhas para ler, mas gosta mesmo é de ouvir Dona Alice contá-las. “Ela coloca um drama medonho na estória”. Agora, além de ler vários livros, pratica judô e outras atividades oferecidas pelo projeto.  Ao ser perguntado sobre Dona Alice ele se refere com carinho e diz que “é que nem um pai pra gente” e reforça o respeito de todos por ela e a importância da Revarte, já que “tem muita gente que saiu da rua e muita gente que aprendeu a ler aqui”, declara.
Thamarah Thaynnah de Carvalho, de 16 anos, não tem uma vida muito diferente de Salomão, bem vaidosa, a menina troca a roupa para dar entrevista e tirar fotos. “Eu tenho que ficar bonita né tia?”, explica. Ela diz com orgulho que faz judô e disputa com a amiga Érika, de 13 anos, quando o assunto é o número de medalhas ganhas. Na Revarte, até aula de dança já deu. “Aprendia com as aulas que tinha e depois ensinava para quem quisesse”. Nada de música clássica, Thamarah gosta de axé e da banda Sandy e Jr., por isso ensinava as danças com esse fundo musical, mas revela que se cansou de fazê-lo. Agora fala com convicção que seu sonho é ser professora de judô e se empenha na tarefa de aprender o esporte. Thamarah diz ter mudado com a vivência nas competições. “Quando não ganhava, chorava muito porque sabia que era uma oportunidade que eu estava perdendo. Mas agora eu só choro quando ganho”, revela.
Sua amiga Érika Hellen Moraes mostra, vaidosa, fotos suas publicadas nos jornais registrando as vitórias no judô, através do qual coleciona medalhas. Na Revarte, além do judô deseja aprender violão, mas, canhota, sente dificuldade no desempenho da tarefa, “porque não consigo fazer essas coisas com a direita”, justifica. Dos livros, o que Érika  mais gosta é o Atlas, pela infinidade de países com os quais pode imaginar. Devido a essa paixão, a garota diz saber todas as capitais brasileiras, “quer ver? Me pergunta?”, desafia, segura do seu conhecimento. Ela reconhece o fato de a Revarte ser um lugar importante aos estudos cujas fontes de pesquisa são vastas. “Aqui tem muito incentivo também pra gente estudar, se a professora passa um trabalho, aqui tem tudo”. Não só Érika como todos que ali freqüentam tem o mesmo pensamento. A Revarte, como o próprio nome já diz, resgata valores, cultivados desde o primeiro instante que adentra no local.

secondlife02Significando Segunda Vida, o Second Life apresenta uma sociabilidade inovadora, já que a forma como o internauta se socializa é bem diferente da tradicional. De acordo com o doutor em antropologia social, Jonatas Dorneles, no second life, há um estreitamento entre o real e o virtual, como se a experiência humana acontecesse em segunda dimensão.

Para Dorneles, há três formas diferentes de relações sociais. “Pessoas compartilham o mesmo tempo e espaço em um contato face a face chama-se primeira forma de sociabilidade. Em uma comunicação via chat de internet, por exemplo, temos a segunda forma de sociabilidade, já que as pessoas compartilham o mesmo tempo de interação, mas não o mesmo espaço físico. Em plataformas virtuais ao estilo do Orkut, por exemplo, ocorre a terceira forma de sociabilidade, já que as pessoas podem se relacionar sem estarem sincronicamente no mesmo tempo e espaço”. Assim, reforçando essa idéia de segunda dimensão tomada pelo antropólogo, o second life permitirá com que os usuários se relacionem num mesmo ambiente e tempo, podendo ser visto como uma extensão dos limites do sujeito.

Nesse cenário, o jogo vende a idéia de que “você pode ser o que quiser e fazer o que quiser”, mostrando que sua “vida” (virtual) é tudo o que você imaginar. No ano passado, já havia mais de 6 milhões de indivíduos fazendo parte desse mundo fictício, dentre eles, mais de 300 mil brasileiros residiam (expressão utilizada pelos internautas que “vivem” no second life) nesse espaço, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, da França e da Alemanha.

Devido ao crescente número de “moradores” e às conseqüências dessa vida segunda, começou a se questionar até que ponto os internautas encaravam o jogo como uma nova forma de viver realmente. E, em 2006, um estudo realizado pela “Annenberg Digital Future Project”, subordinado à Universidade do Sul da Califórnia (USC), mostrou que 43% dos internautas americanos entrevistados afirmavam que o mundo virtual é tão importante quanto o real, aumentando ainda mais esse questionamento.

Segundo a residente chamada no mundo virtual como Karlea Latte, o second life é “uma forma de interagir com o mundo, além de me permitir fazer coisas que eu não posso fazer e de ser o que eu quiser”. Mas ela o vê como um jogo que primeiramente visa o entretenimento, “apesar de que você tem que fazer escolhas aqui”. Karlea, há oito meses se casou pelo second life com um avatar com o qual divide uma loja de roupas. Nela, eles produzem e vendem as roupas para outros participantes do sencond life, o dinheiro adquirido é trocado por dólar e lhe permite um lucro significativo.

De acordo a moradora vitual, na real life, ela vive nos Estados Unidos e o “marido” no Reino Unido, mas além da second_life_jcc“convivência” pelo second life eles se vêem e conversam pelos sites de bate-papo, mas ainda não se encontraram fisicamente. Mas Karlea me alerta sobre os perigos existentes no fim da entrevista quando eu a informo que sou iniciante no jogo: “Cuidado com as pessoas que irá conhecer, porque há pessoas boas e más. Mas lembre-se de diferenciar a SL (segunda vida) da RL (vida real) e divirta-se realizando coisas interessantes e importantes para sua vida”.

Diferente de Karlea, como ela mesma declarou, há diferentes objetivos e formas de ver o second life. Exemplos disso, são as duas manchetes a seguir: Fim de namoro virtual acaba em prisão nos EUA e Mulher é presa por matar marido virtualmente no Japão.

Enfim, mesmo que o second life simule o mundo real no ciberespaço, dando ilusões de liberdade num mundo imaginário, avaliar os prejuízos e as vantagens da sociabilidade virtual dependerá exclusivamente da experiência real de cada indivíduo.

Notas

WEBJORNALISMO

Com os avanços tecnológicos e a internet, o webjornalismo aparece como outro instrumento jornalístico. Com ele, ocorrem mudanças na comunicação: o jornalismo se torna mais interativo, há a intensa produção e o consumo de notícias, modificando o conceito de tempo e espaço. Isso porque é possível a publicação imediata de notícias em qualquer lugar do mundo, além de uma comunicação horizontal, que permite a troca de informações entre leitor e jornalista. A jornalista e crítica de TV, Patrícia Kogut, estendeu os bastidores do impresso à internet através do blog, devido as suas possibilidades. “Busco no blog o mesmo furo que o jornal impresso. Só que na internet dá para medir se está no caminho certo ou errado. Na coluna, coloco só o filé mignon. No blog, eu tenho um espaço infinito. Na hora de apurar uma notícia, já consigo ver se ela tem desdobramentos para a internet”, revela. Seu espaço na internet já rendeu mais de 270 mil acessos num só dia.

WEB 2.0

Muitos pré-universitários encontraram mais uma opção para estudar para prova de vestibular e ainda desempenhar várias atividades paralelas aos estudos: os cursos online. Essa nova forma de adquirir conteúdo possibilita maior liberdade ao estudante, já que há flexibilidade de horário e outros atrativos como vídeos, espaço para dúvidas com professores e revisão de matérias. Apesar de ser uma nova ferramenta de estudo, deve-se tomar cuidado na escolha, pois os cursos não são fiscalizados pelo Ministério da Educação (MEC). Muitos estudantes aderiram a essa alternativa, a pré-universitária Gisely Marins é um exemplo disso. “Pretendo cursar administração numa universidade pública pelo sistema de educação à distância. Estudo para o vestibular da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) através de vídeo aulas pela internet”, afirma.

TV DIGITAL

São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba são algumas cidades que recebem transmissão digital. Com a tecnologia digital, os telespectadores terão programação com alta definição de imagens e som. Com o tempo, há pretensão de adequar a outras funcionalidades como a mobilidade, portabilidade e interatividade. Entretanto, esse tipo de transmissão só será permitido para quem comprar um conversor digital, ou Tvs já preparadas para receber o sinal digital.

SECOND LIFE

O mundo vistual do second life já ultrapassa a marca de 2 milhões de usuários. Lançado em 2003, o simulador do espaço urbano já vem gerado bastante polêmica na disscussão acerca das relações sociais por meio dele. Em um abiente semelhante ao real, com casas, lojas, estradas, dinheiro, etc., o espaço é palco para ações de marketing de diversas empresas multinacionais, possui a embaixada da Suécia chamada Casa da Suécia, além de já ter acontecido partos e casamentos no espaço vitual. E, com essa onda de Second Life, muita gente lucra de modo inusitado. Karlea Latte possui uma loja com o “marido” virtual, para a qual fabrica e vende roupas a outros residentes do jogo. Para isso, investe dinheiro de verdade para trocar por moeda do second life.

movil_celular_nokia_n92A Televisão digital ou TV digital, com seu novo formato, envia vídeos, áudios e sinais de dados aos aparelhos cuja tecnologia é a mesma, possibilitando, assim, liberdade de escolha, maior qualidade no conteúdo e na imagem. Seu surgimento foi em 1970 no Japão, quando a direção da rede pública de TV e 100 anunciantes permitiram que os cientistas desenvolvessem uma TV de alta definição.

Com toda essa liberdade, fica um questionamento: Se o telespectador poderá escolher sua programação, como ficam os anunciantes? Ou melhor, as propagandas em um dos meios de comunicação mais lucrativo e popular do Brasil? Em decorrência dessa nova forma de transmitir conteúdo televisivo, será reformulada a maneira de propagar produtos e anunciá-los. Por ser uma questão mais econômica do que técnica, o modelo adotado passa a ser uma das discussões polêmicas que giram em torno da TV digital.

Mesmo assim, as agências publicitárias ainda não entraram nesse debate, apesar de que as propagandas se encontram ameaçadas, já que, podendo escolher a programação, acredita-se que o telespectador não se submeterá mais a assistir as propagandas, ou se preferir, os “filmes” de 30 segundos.   bravia_s_red

Por isso, a grande solução para a situação atual da publicidade, por enquanto será investir nos merchandising, exibindo o produto e pouco de suas qualidades na programação. Promovendo uma mudança também no conteúdo. Entretanto, os hábitos de consumo também sofrem alterações, pois será possível comprar pela TV. Com isso, roupas e acessórios de famosos poderão ser vendidos e escolhidos pelo controle remoto durante a novela, por exemplo.

Assim, percebe-se que a TV digital irá gerar uma revolução quanto ao conceito de publicidade, tornando necessária a adaptação da propaganda e do marketing para uma nova maneira de consumo.

Saiba também:

- Sistema Brasileiro de TV digital

Cidades brasileiras em que há Tv digital

highqualityCreative Commons e Direitos Autorais são dois temas diferentes que geram muita polêmica em seu entorno. O primeiro é um conjunto de licenças para gestão aberta de informações e conteúdos. Já o segundo se resume a direitos concedidos aos autores de obras, o qual se divide em direitos morais de autor e patrimonial. Assim, cada um apresenta vantagens diante de suas determinações.

O Creative Commons, segundo a representante do Grupo de Multimídia da Unifor (GMIU), professora Cristiana Parente, “permite que as pessoas possibilitem melhorias em seus produtos, já que a licença contribui na ferramenta do outro e na sua”. Isso faz com que se forme uma espécie de grande comunidade virtual, uma vez que os trabalhos são tidos como obras abertas, tendo fácil acesso, consolidando a “idéia de uma cooperação contínua em softwares e aplicativos”, declara.

copyremixCom isso, o Creative Commons permitindo cópias, distribuição, exibição, execução da obra e criar obras derivadas, permanece dando crédito ao autor original (ou licenciante) do modo como o mesmo especificou, mas não terá fins comerciais em geral. Essa abertura gera um questionamento a respeito do direito autoral.

Este por sua vez, garante a originalidade do produto e o impedimento em gerar umna melhoria no mesmo denominando outro autor, pois este direito garante a permanência de quem o criou e o uso de uma referência para isso. Além do mais, para uso de produtos em que os direitos autorais são documentados possibilita o lucro do autor, tendo, com isso, fins lucrativos. Cristiana não acredita que os direitos autorais bloquei o uso do Creative Commons e explica que “o direito autoral apenas gerencia quem é o autor de que”. Ainda segundo a professora, o Creative Commons é uma “grande rede de cooperação para uma produção intensa. È um posicionamento quase que ético e moral, já que fazemos isso por acreditarmos que a produção de conhecimento deve ser colocada em prol da humanidade. E a autoria não se perde por isso”. A integrante do GMIU ilustra ao afirmar que, antes, no Brasil, como os softwares eram fechados, o desenvolvimento da Tecnologia de Informação era muito lento, “mas, hoje, com as possibilidades dadas pelo Creative Commons isso melhorou e todo mundo ganhou”.

Saiba mais:
Creative Commons e Jornalismo
Licença do Creative Commons

Os avanços tecnológicos refletiram mudanças em todas as esferas sociais. Com o desenvolvimento da Internet e o acontecimento de diversos fenômenos comunicacionais, a comunicação se transforma e surge uma nova forma de fazer jornalismo: o blogjornalismo ou webjornalismo.
Este, por sua vez, oferece mudanças na produção, na divulgação e no consumo de notícias. Além disso, a interatividade e a convergência midiática passam a ser uma ferramenta diferenciada em relação aos outros gêneros jornalísticos.
A convergência midiática permite que as ferramentas de comunicação se unam objetivando complemento entre si. Já a interatividade possibilita que os leitores deixem impressões acerca do blog e do que leram. Um exemplo relevante de blogjornalismo e interatividade é o Blog do Noblat, onde as notícias são atualizadas diariamente e a relação entre o jornalista e o leitor acontece de fato.
Segundo, Kátia Fonseca, especializada em Comunicação: Imagens e Culturas Midiáticas, esses aspectos propiciam a construção de uma inteligência coletiva sustentada pela cooperação e pela competição. A cooperação é gerada por um vínculo social possibilitado pela dinâmica existente no ciberespaço, e a competição surge devido aos debates e opiniões contraditórias presente nesse meio.
Por isso, os blogs informativos são ambientes em que “a informação jornalística é construída coletivamente e permanentemente alterada e ampliada tanto pelo jornalista quanto pelos leitores/usuários, através dos conflitos que surgem ao longo do processo” afirma Kátia.
Para a estudante de jornalismo Marjorie Castro, a credibilidade da noticia construída no blog é questionável, “porque escrita por várias mãos a notícia será formulada por vários pontos de vista”, critica.
Assim, o blogjornalismo ainda é visto de modo negativo por algumas pessoas, mas, quem sabe, com o tempo, essa situação melhore, já que os meios de comunicação e os jornalistas, cada vez mais, se inserem nessa nova forma de fazer jornalismo.

webjornalismo1Com os avanços tecnológicos, ocorrem mudanças na comunicação, principalmente devido à internet, já que o jornalismo se torna mais interativo com o webjornalismo. Este apresenta uma nova forma de produção e consumo de notícias.
O Blog surgiu nos Estados Unidos em 1997 e é uma abreviação de weblog, resultado da soma entre web (modo simples de world wide web), que quer dizer rede, e log, que significa registro. Assim, weblog significa registro na web.
O blogjornalismo modificou o conceito de tempo e espaço, uma vez que é possível a produção e publicação de notícias imediatas em qualquer lugar do mundo. Além disso, a comunicação se tornou horizontal, pois há a troca de informações entre leitor e repórter.
O blog tem se expandido de várias formas diversas como programa de edição, espaço de discussão, colecionador de links, diário e home page pessoal. Mas o blog que contêm função jornalística acaba sendo a junção de todas essas formas. Com formato de imprensa, o blog permite publicações instantâneas de notícias e artigos ordenados cronologicamente a partir do mais atual, permite troca de informações e comentários entre o leitor e o jornalista, possibilita o cadastro de links, que complementam a informação dada, e também expôe opiniões dos jornalistas como em uma coluna jornalística.
link para artigo “Blog-jornalismo: interatividade e construção coletiva da informação
link para artigo “A notícia que é notícia: o blog jornalístico“.

Wilson Gomes fala sobre as conseqüências da relação mídia e política.
Dia 21 de agosto, na Universidade de Fortaleza, o professor Wilson Gomes, ministrou palestra sobre a relação entre política e meios de comunicação. Com um currículo vasto, Gomes falou sobre o poder da comunicação, principalmente, no “campeonato eleitoral”, além da força do marketing.
Segundo Gomes, os candidatos adequam sua linguagem e seu comportamento ao formato dos meios de comunicação. Como numa encenação em que os candidatos se tornam personagens de estórias que emocionam o público-alvo (eleitores) e os tornam humanos diante do mesmo, mas também merecedores do cargo que competem, já que são imponentes e bonitos o suficiente para aparecerem na televisão. Isso porque as características plásticas dos candidatos desempenham grande importância no processo.
Gomes também ressalva que a informação no século XX é mercantil, já que os meios de comunicação produzem informações interessantes para atrair audiência e, conseqüentemente, vendê-las aos anunciantes. E explica que, por esse motivo, além da profissionalização, o campo social do jornalismo tem cada vez mais autonomia.
Para Gomes, isso tem consequências tamanhas, como a geração de “apresentadores pop stars” que mais buscam mostrar-se do que contar os fatos, pois passam a ser mais relevantes que esses.
Enfim, a palestra abordou sobre vários aspetos da relação política e mídia, gerando grandes discussões.
Wilson Gomes é professor de comunicação e política da Universidade da Bahia, teólogo, doutor em filósofia e pós-doutor em cinema.

Com dois gols de Aguero e um de Riquelme, Brasil busca bronze na final olímpica.

O confronto entre Brasil e Argentina marcou o encontro entre os favoritos ao título dos Jogos Olímpicos 2008 e aconteceu nessa terça-feira, dia 19 de agosto, no Estádio dos Trabalhadores, em Pequim.  O duelo foi o segundo entre Argentina e Brasil na história das Olimpíadas e rendeu o placar de 3 a 0 para os “hermanos”.

Com um sabor de revanche para os rivais, que perderam as duas últimas edições da Copa América e a Copa das Confederações de 2005, a partida teve grandes obstáculos representados pelos meias talentosos, Messi e Riquelme, que atrasaram a ida do Brasil ao ouro inédito e a volta do país à final olímpica depois de 20 anos.

Durante o jogo, o Brasil manteve uma postura recuada, diferente dos argentinos que, comandados por Messi, abriram dois gols de Aguero, genro de Maradona, e com uma falta brasileira, Riquelme finalizou a seleção canarinho com 3 a 0.

Com a derrota, o Brasil leva o bronze na final contra Bélgica como prêmio de consolação. 

Mina em Viçosa do Ceará investe US$ 90 milhões em exploração de cobre.

A mina Pedra Verde, localizada em Viçosa do Ceará, se tornou economicamente viável em reflexo do crescimento na demanda munidial por minérios e, consequentemente, do aumento no preço dos mesmos.

Viçosa do Ceará já conta com investimentos que chegam a cerca de US$ 90 milhões para exploração do cobre, mineral de ampla utilização comercial. A mina possui reservas avaliadas em 50 milhões de toneladas de minério.

O investimento está sob o controle da Extrativa Fertilizantes S/A, uma das maiores empresas de micronutrientes do Brasil. A extração do minério envolve gastos com instalação, acesso à energia, obras de construção civil, compra de maquinário e pagamento de trâmites legais para explorar o local.

De acordo com o gerente da mina, o engenheiro Augusto Bolivar, análises realizadas indicam que a mina possui 600 metros de profundidade e vida útil de 18 a 20 anos. Entretanto, as sondagens mais detalhadas apontam possibilidade de 30 anos, já que é provável a existência de minério em camadas mais profundas de terra.

Segundo Bolivar, em cada ROM (minério de mina, sem beneficiamento) existe um teor de 1% de cobre, mas, concentrado, chega a 35%. O processo de beneficiar o produto para atingir um teor de 90 a 100% será função da empresa que comprar o concentrado

O engenheiro afirma que o preço da tonelada mértica do cobre no mercado internacional varia entre US$ 8,5 a US$ 9 mil e explica: “Foi isso que nos animou a empreender o projeto”. A expectativa é que sejam produzidos, por ano, entre 1,5 e 2 milhões de toneladas de cobre, com um faturamento bruto de US$ 35 milhões por mês ou US$ 420 milhões por ano.  Mas, conforme Bolivar, devido aos gastos operacionais e impostos, a empresa gerará uma renda líquida de aproximadamente US$ 5 milhões por mês ou US$60 milhões por ano.

Quando a mina iniciar seu funcionamento, o cobre extraído será destinado aos municípios de Viçosa e Granja, onde as obras de asfaltamento estão em andamento. Além do cobre, também há menor quantidade de prata na mina, mas, de acordo com Bolivar, este minério será vendido como subproduto.

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